segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Them Crooked Vultures @ Pukkelpop 2009 - "Everybody Loves You"

Eu queria mesmo era ter estado aqui...
Josh Homme (QOTSA), Allan Johannes (Eleven, QOTSA), Dave Grohl (Foo Fighters) e o ex-baixista dos Led Zeppelin, John Paul Jones, o único que ainda não tinha colaborado com os Queens of the Stone Age foram o "surprise act" da passada quinta-feira no Festival Pukkelpop, na Bélgica: o novo super grupo QOTSiano, Them Crooked Vultures.
Aqui me roo de inveja porque andei a ver o cartaz para ver se valia a pena lá dar um pulo e não havia nenhuma banda especialmente entusiasmante ou que não viesse cá a Portugal. Afinal, estava aqui mesmo, guardadinho no acto surpresa habitual do festival, que, pelos vistos, costuma atirar com estas pérolas aos incautos espectadores que vagueiam pelas tendas do Pukkelpop.
E agora vou para ali chorar a um canto por não ter estado lá. Snif...

domingo, 16 de agosto de 2009

Festival Sudoeste: Faith No More - Compacto do único dia que interessa



E pronto, cá está o último vídeo da minha autoria. "Evidencia", assim mesmo, cantado em português muito perceptível por Mike Patton, um verdadeiro poliglota.
Obrigadinha a quem mo classificou com 5 estrelas no You Tube, seja lá quem tenha sido! Porreiro, pá! (Não acho que esteja assim tão bom, mas obrigadão na mesma.)

Festival Sudoeste: Faith No More - Compacto do único dia que interessa



A entrada em palco dos Faith No More, com "Reunited". Vídeo meu, qualidade fraquita, mas foi o que se pôde arranjar.

Festival do Sudoeste: Faith No More - Compacto do único dia que interessa



Cá vai um dos vídeos que fiz da actuação dos Faith No More. Não me batam muito que isto foi feito com uma máquina fotográfica, ok?

sábado, 15 de agosto de 2009

Festival Sudoeste: Faith No Nore - Compacto do único dia que interessa

Em Abril de 2008 recebi a pior notícia possível: os Faith No More tinham encerrado actividades, uns meros dois meses depois de terem actuado em Portugal, naquele que foi o último concerto da banda. Também por essa altura, os Soundgarden tinham resolvido fazer a mesma brincadeira, pelo que estava mesmo muito chateada. As minhas duas bandas preferidas da altura tinham ido com os porcos e eu, menor de idade que era (17 aninhos) e a morar na pasmaceira, nunca as tinha podido ver ao vivo. Não era justo!
Até hoje.
Depois disso, e nesse mesmo ano, comecei a dar em som mais pesado, entrei para a universidade, mudei-me para a capital e deixei-me de grunges e afins. Continuei a ouvir Faith No More até hoje, sem nunca imaginar que voltariam a tocar juntos. Nunca como agora me soube tão bem enganar-me.
O cartaz do Sudoeste deste ano era fraquíssimo e só mesmo Faith No More para me levar a esta alegre romaria em direcção à Zambujeira do Mar (e a Odeceixe para pernoitar), sempre muito bem acompanhada. Assim sem querer éramos cerca de vinte, vindos de todo o Portugal e até um de Espanha.
O palco principal abriu com os sempre muito agradáveis X-Wife, pelos motivos já enunciados no post sobre o terceiro dia do Alive.




Pelo meio tocaram os Blind Zero (que não vi porque fui jantar, mas deu para ouvir a versão de "Where is my mind?" dos Pixies e uma outra dos Depeche Mode), os Mad Caddies (no palco Sapo Positive Vibes) que fui ver para fazer horas até FNM, porque no palco principal tocavam a essa hora os australianos e chatinhos Jet e não me estava a apetecer ouvi-los.
E chegamos ao que realmente interessa: Faith No More.
Vestidos de fatinho cor-de-salmão, entram em palco ao som de uma muito divertida versão do pimbalhoco "Reunited" de Peaches & Herb, como tem acontecido em todas as datas da "Second Coming Tour". Billy Gould no baixo, Jon Hudson na guitarra, Roddy Bottum nas teclas, Mike Bordin e as suas já grisalhas rastas na bateria entram em palco às escuras e assim tocam o início do tema. Comme d'habitude, as divas fazem-se sempre esperar e Mike Patton não foge à regra. De aspecto semi-gigolo, no seu engomadinho fato salmão, cabelo lambido para trás com gel, óculos escuros e bengala na mão, ou não tivesse Patton sofrido um estiramento na perna que a tal obriga, entra, por fim, a cantar o sentimentalão "Reunited" a meias com Bottum. Da lesão na perna não nos lembramos nunca, nem Patton, aposto eu, porque a bengala cedo voa para outras paragens e o vocalista pula, rebola e mexe-se como se nada fosse. Se tiveram oportunidade de ver a actuação de FNM no Download Festival há dois meses atrás, em que Mike Patton se atira para o chão no palco a fazer abdominais, enquanto canta "We Care a Lot" sabem do que estou a falar. Aos 41 anos, Patton está ainda em grande forma e a voz, essa, está no ponto, como sempre e como os milhentos projectos em que participa/participou (Mr. Bungle, Fantomas, Peeping Tom, Tomahawk, Lovage, as colaborações com os Dillinger Escape Plan, John Zorn, entre inúmeros outros) atestam.
No espaço de apenas uma semana vi os dois concertos do ano e dois dos concertos de toda a minha vida: Faith No More e Nine Inch Nails (que não foi pela primeira vez, mas cujo grau de devoção faz com que o sentimento seja quase semelhante). Não posso pedir muito mais que isto. E daí até posso, mas isso são outros futebóis que não vêm agora ao caso.
Muito comunicativo e, na grande maioria das vezes, em português, Patton vai perguntando quem de entre o público esteve presente no último concerto que deram, em Lisboa (há vários braços no ar, benza-os Deus!), quando eram «uma banda a sério», dispara com ironia. Ao ver um espectador de barbas coberto por uma máscara facial (medo da gripe suína?), diz-lhe: «Pareces o King Kong e estás com medo de germes?». Risota garantida. "Evidence", ou "Evidencia", já que foi cantado em português (cujo vídeo feito por moi même podem ver em cima) é dedicado «ao meu grande irmão, Cristiano Ronaldo» (assim mesmo, em português também). Mais risota. Este gajo tem mesmo piada!
"Do you want some «mais»?" A banda tinha aprendido a dizer «mais» nos dias que precederam o concerto e disse-o muitas vezes. "You guys deserve some MAIS!", foi a frase que precedeu um medley de um hino de futebol, seguido de uma versão de "Chariots of Fire", de Vangelis e, finalmente, de "Stripsearch" (vídeo postado igualmente em cima). Não só merecíamos mais, como merecemos que vocês voltem a gravar um álbum e a voltar cá um dia destes. Isso é que era de valor!
Segue-se o alinhamento:

Reunited (versão de Peaches & Herb);
Land of Sunshine;
Caffeine;
Evidence / Evidencia (em português);
Surprise! You're Dead!;
Last Cup of Sorrow;
Cuckoo for Caca;
Easy (versão dos Commodores);
Ashes to Ashes;
Midlife Crisis;
I Started a Joke (versão dos Bee Gees);
The Gentle Art of Making Enemies;
King for a Day;
Be Aggressive;
Epic;
Just a Man;

Encore:
Chariots Of Fire/Stripsearch;
Ugly In The Morning;

Encore 2:
Midnight Cowboy (versão de John Barry);
We Care a Lot.

Durante "Midlife Crisis" (e o que eu gosto desta!), a banda pára e solta-se o coro ensurdecedor do público: "You're perfect, yes, it's true... but without me you're only you. Your menstruating heart it ain't bleeding enough for two!" Bonito. No final, o agradecimento sentido de Mr. Patton a dizer que tínhamos feito muito boa figura.
"The Real Thing" não foi tocado no passado sábado, com muita pena minha, mas ficam as palavras da letra que exprimem o que me passou pela alma no final do concerto:

"The perfect moment
That golden moment
I know you feel it too
I know the feeling
It is the real thing
You can't refuse the embrace...
[...]The pinnacle of happiness
Filling up your soul
[...]Yes, the ecstasy, you can pray
You will never let it slip away."

Nota: 100%, "Perfect, yes, it's true".

Esgotam-se-me as palavras. Quando se gosta mesmo a sério de uma banda, tudo o que se escreve soa banalzinho e disparatado.
Depois disto, e uma vez que, até ver, os Soundgarden não ressuscitam, já posso morrer feliz. :-)












segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Festival Paredes de Coura - Compacto dia 3

Já regressada do Sudoeste, cumpre-me aqui fazer a resenha do último dia de Paredes de Coura, ainda em falta.
Abrem as hostilidades os Foge Foge Bandido, projecto de Manuel Cruz, dos extintos e saudosos Ornatos Violeta. Deu para perceber que estão presentes alguns fãs a sério da banda, pelo entusiasmo demonstrado nas primeiras filas. Eu vi o concerto sentada e só não me fui embora a meio por respeito pelo passado de Cruz, que admiro. Quanto a este seu novo projecto, pouco tenho a dizer, excepto que é uma enorme chatice e um bocado metido a pseudo. Começar uma música com as palavras «Esta vida é uma merda» não é, na minha opinião, grande augúrio e o resto do concerto foi fiel à supra-citada frase. Houve encore, mas já não tive paciência para continuar a ouvir tanto disparate junto e fui ao merchandising, que me pareceu bem mais apelativo. Voltem Ornatos, estão perdoados!



De seguida, tocam os espanhóis (mas que falaram sempre em inglês connosco) The Right Ons. Mais um concerto para ver sentada, pelo cansaço acumulado, que já era muito e pelo pouco interesse da coisa. Rock and roll engraçadinho e dançante, mas já vimos isto demasiadas vezes e mais bem feito até, por isso não se compreende muito bem a inclusão da banda no palco principal.



Howling Bells, a banda que se segue. A vocalista chama-se Juanita (Stein), mas os meninos são australianos. São simpáticos, tocam uma musiquinha agradável e levezinha, mas o problema é, desde logo, esse: leve demais para mim, que sou um calhau e não embarco nestas cançõezinhas delicodoces. Ouve-se e tal, mas não deixa grande memória. Podia ser pior.



Seguiu-se Mr. Jarvis Cocker e aqui é que a festa arrancou a sério. Desconheço o trabalho a solo do ex-vocalista dos Pulp, até porque nunca fui fã da banda, nem do fenómeno britpop em si, mas há que dizer que este foi o concerto mais divertido da noite e, quiçá, de todo o festival, só tendo comparação com o de Peaches, na noite anterior. Há muito tempo que não me ria tanto num concerto, sobretudo tendo em conta que não aprecio a música em questão (tal como Peaches, lá está...).
Cocker é um verdadeiro gentleman, educadíssimo (até pediu desculpa por dizer "fuck" tantas vezes), um animal de palco, desengonçado (a altura e o baixo peso a isso impelem), muitíssimo bem-disposto, mesmo quando caiu em palco e ali ficou, prostrado, a cantar como se nada fosse. Felizmente a mazela não deve ter sido grave, porque se levantou passados uns instantes, bem a tempo de conservar na lapela do casaco umas cuecas de renda vermelha que um elemento feminino do público lhe atirou. Ele há mulheres com lata! E Jarvis gosta disso, pelos vistos. Óptimo concerto, muito alto astral.



Para encerrar em grande, The Hives. Os suecos não fazem parte da minha lista de preferências, mas que dão grandes concertos é inegável. Já tinha comprovado isso no Alive o ano passado e voltei a comprová-lo in loco. Têm uns hits radiofónicos/televisivos engraçados, um baterista semi-louco e um vocalista desbocado até mais não, que para além de falar que se farta, ainda se meteu com um elemento masculino do público que o terá insultado. Pelle Almqvist respondeu-lhe à letra: "Some guy in the audience wants to have sex with me! Sorry, I'm already taken. Fuck you!"
Apesar do cansaço ser já mais que muito, ver os The Hives sem dar uns valentes pulos e abanar a anca é impossível. Diversão a rodos, muito riso face às constantes piadolas de Almqvist e uma saída de Paredes de alma lavada: a voltar sempre, sem dúvida alguma, assim o cartaz ajude!







Até para o ano, Paredes!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Blogue temporariamente encerrado para férias festivaleiras (mais uma vez)




Sudoeste: aqui vou eu!
Fazendo minhas as palavras dos próprios Faith no More: "Oh it's a dirty job but someone's gotta do it..."

Até ao meu regresso!